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COMO SABER QUANDO DESCARTAR E SUBSTITUIR O CINTURÃO DE SEGURANÇA?

voltar30/12/2021

Você sabe o momento correto de substituir algum equipamento do seu conjunto de proteção contra quedas (cinturão + talabarte ou trava quedas)?

Já falamos aqui no nosso blog sobre a importância do uso dos cinturões de segurança e como escolher o equipamento certo para cada tipo de trabalho, mas uma dúvida muito comum é em relação à vida útil dos equipamentos que fazem parte do conjunto de proteção contra quedas, e principalmente dos cinturões.

Sabemos que todos os cinturões da Carbografite possuem validade de 10 anos, mas isso não quer dizer que necessariamente o equipamento vai durar esse tempo, existem diversos fatores que podem contribuir para que a vida útil chegue ao seu limite antes desse tempo.

Por isso é fundamental fazer inspeções de segurança frequentes com o objetivo de verificar possíveis danos e desgastes em todas as partes dos equipamentos, como as fitas, as argolas, costuras, cordas, etc.

Além disso, caso haja alguma funcionalidade do produto que não esteja de acordo com o recomendado pelo fabricante, ele também deverá ser inutilizado.

Hoje vamos te explicar todos os sinais que devem ser observados e como saber o momento de descartar estes equipamentos de proteção individual.

VALIDADE X VIDA ÚTIL

Em primeiro lugar é preciso que você entenda a diferença entre validade e vida útil. Isso vale não só para os cinturões, como para todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

A validade é o prazo de vida que um determinado produto tem para ser utilizado. É o que garante que seus componentes estão dentro das características de projeto e que vão atuar com eficiência.

Já a vida útil é o tempo que um produto tem desde a sua data de fabricação até o ponto que ele não pode mais ser utilizado, seja por desgaste natural ou danificado pelo uso. A vida útil está ligada diretamente com o uso e conservação do equipamento.

Para que você entenda na prática, vamos te dar um exemplo: suponha que, durante o uso de um conjunto de proteção contra quedas, o trabalhador que acabou de comprar o equipamento o submeta a uma força superior a 40 kg, com apenas uma semana de uso. Ou então que, no mesmo período, algum processo de trabalho tenha feito com que a fita do cinturão sofresse desgaste ou um corte. Isso significa que, mesmo dentro da validade, o equipamento não poderá mais ser utilizado, a vida útil dele foi de uma semana e não de 10 anos.

Separe um tempo para ler mais sobre o assunto no nosso artigo: Validade x Vida Útil do EPI: você sabe a diferença?

QUAIS SINAIS DE DESGASTE DEVEM SER OBSERVADOS NOS CINTURÕES

Sinais de queimadura, rompimento, oxidação das ferragens, abrasão, cortes, sinais de quebra, fissura, ressecamento na fita ou na costura e deformação na fita ou no cabo de aço são alguns dos principais indícios de que o equipamento precisará ser descartado.

Verifique sempre as costuras, veja se há desfiamento ou fios rompidos. Além disso, é importante evitar o contato com produtos químicos, como tintas e solventes, porque isso também pode danificar as fibras do equipamento.

Outro fator importante é a limpeza dos cinturões, já que a sujeira também contribui para danificar o produto.

Veja alguns exemplos de cinturões danificados:

Indicador de queda

Caso o equipamento tenha sido submetido a qualquer queda ou esforço com carga acima de 40 kg ele também deverá ser substituído.

Vale ressaltar que alguns modelos de cinturões da Carbografite contam com o indicador de queda, que serve para auxiliar o usuário a identificar quando descartar o equipamento após ter sofrido uma queda.

O aparecimento desta etiqueta “alerta” indica que o equipamento deve ser retirado imediatamente de uso.

QUANDO INUTILIZAR O TALABARTE OU O TRAVA QUEDAS

Assim como os cinturões, também é importante analisar e verificar fios rompidos ou desfiamento nos talabartes ou trava quedas, além de ficar atento a cortes e à abrasão, e também ao rompimento do absorvedor de energia dos talabartes.

Verifique ainda os mosquetões, ganchos e todas as ferragens que podem apresentar defeitos com o tempo de uso. Conectores que não travam mais, amassados, oxidados, emperrados, tortos, etc, devem ser inutilizados.

No caso dos trava quedas, outro ponto que deve ser observado é a pressão de retorno da fita de poliéster ou cabo de aço. Em um trava quedas retrátil, caso esses itens não estejam mais sendo bobinados, como a foto abaixo, o equipamento deve ser substituído:

Mecanismo interno do trava queda CG500D danificado após uma queda do produto ao solo. O produto foi inutilizado, pois a fita de poliéster não estava sendo mais enrolada pelo mecanismo.

É importante ressaltar que os equipamentos de proteção contra queda não podem sofrer nenhum tipo de modificação ou reparo pelo usuário. Somente o fabricante poderá executar ou autorizar reparos para que seja garantida a integridade do equipamento. Caso o equipamento seja modificado ou reparado de forma incorreta, sua vida útil é automaticamente finalizada.

Veja alguns exemplos de reparos incorretos:

Esse é um exemplo de modificação no produto, neste caso, o usuário desmontou o equipamento e em seguida colocou massa para cobrir.

Já neste outro exemplo de modificação, o usuário desmontou o produto (o que é incorreto) e depois colocou um rebite no lugar do parafuso.

INSPEÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DEVE SER CONSTANTE

Pela NR-35, o período de inspeção do cinturão de segurança não deve ser maior do que seis meses em condições normais ou maior que três meses em situações mais intensas.

Algumas empresas fazem, inclusive, a conferência diariamente para acompanhar o desgaste do equipamento.

A recomendação é para que sejam realizadas verificações rotineiras para garantir a segurança ao trabalhador.

Ainda pela NR35, alguns trechos falam especificamente da inspeção obrigatória.

Veja alguns:

35.5.2 Na aquisição e periodicamente devem ser efetuadas inspeções dos EPI, acessórios e sistemas de ancoragem, destinados à proteção de queda de altura, recusando-se os que apresentem defeitos ou deformações.

35.5.2.1 Antes do início dos trabalhos deve ser efetuada inspeção rotineira de todos os EPI, acessórios e sistemas de ancoragem.

35.5.2.2 Registrar o resultado das inspeções:
a) na aquisição;
b) periódicas e rotineiras quando os EPI, acessórios e sistemas de ancoragem forem recusados.

35.5.2.3 Os EPIs, acessórios e sistemas de ancoragem que apresentarem defeitos, degradação, deformações ou sofrerem impactos de queda devem ser inutilizados e descartados, exceto quando sua restauração for prevista em normas técnicas nacionais ou, na sua ausência, normas internacionais.

A Carbografite, por exemplo, recomenda e faz de forma gratuita a revisão anual de trava quedas retrátil. Nessa revisão, é emitido um laudo atestando a boa condição ou não do equipamento, além de recomendações para preservação e aumento da vida útil.

COMO CONSERVAR E AUMENTAR A VIDA ÚTIL DOS EQUIPAMENTOS

Alguns cuidados básicos com os equipamentos do conjunto de proteção contra quedas podem fazer toda a diferença e até aumentar a vida útil dos cinturões, trava quedas e talabartes.

Veja alguns deles:

• Armazene os equipamentos em local seco, limpo e fora do alcance do sol.
• As ferragens metálicas devem estar sempre secas e protegidas de materiais corrosivos. Não coloque carga sobre o fecho do conector.
• A higienização e manutenção devem ser feitas apenas com um pano úmido, secando o equipamento completamente.
• A higienização para sujeiras leves é de responsabilidade do usuário, portanto certifique-se que não foi alterada nenhuma característica original do produto. Se notar qualquer diferença, inutilize-o imediatamente para análise do fabricante.
• Transporte em embalagem adequada, protegendo o equipamento de possíveis danos.

Vale lembrar que é obrigação do empregador fornecer equipamentos de proteção individual adequados ao risco de cada atividade exercida, como todo o conjunto de proteção contra quedas no caso de trabalho em altura.

O manual de instruções dos cinturões, talabarte e trava queda possui diversas informações referentes a conservação, vida útil, manutenção, inspeção, etc, que podem ser de extrema utilidade para garantia da segurança do operador.

Na Carbografite você encontra uma linha completa de equipamentos para o trabalho em altura.

Clique aqui para ver mais.

E caso tenha alguma dúvida sobre a utilização de todo o conjunto de proteção contra quedas é só entrar em contato enviando e-mail para o endereço: sac@carbografite.com.br.

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