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QUAIS AS DIFERENÇAS ENTRE AS LUVAS DE PROTEÇÃO E COMO FAZER A ESCOLHA CERTA

voltar16/09/2021

Ferimentos como cortes, fraturas, traumatismos, queimaduras e até amputação estão entre os principais acidentes de trabalho envolvendo a região das mãos e do punho.

Por isso é tão importante – e obrigatório em diversas atividades – o uso das luvas de proteção. Elas são um Equipamento de Proteção Individual (EPI) usadas para proteger a palma, dedos, dorso e punho contra as lesões de acidentes de trabalho ou causados pelo contato com substâncias químicas agressivas.

O manuseio de peças quentes, o contato com produtos químicos ou objetos afiados e perfurantes são alguns dos riscos pelos quais diversos trabalhadores estão submetidos.

E para cada tipo de trabalho há uma luva com características específicas, podendo ser lisa, texturizada, corrugada, microporosa, pigmentada ou com gomos na parte exterior. E até a superfície interna também pode apresentar variações, assim como o punho, com diferentes tipos de acabamentos: de virola, reto, elástico, picotado, malha, lona, etc.

A variedade de luvas existentes no mercado também se diferencia pela maior ou menor destreza, as diferentes gramaturas, tamanhos, se maleáveis ou não, além dos materiais.

É o material base usado na construção da luva que vai determinar para qual atividade ela é destinada.

VEJA ALGUNS DIFERENTES TIPOS DE LUVAS:

LUVAS DE COURO

As luvas de couro podem ser fabricadas de raspa ou vaqueta. Elas geralmente são utilizadas em ambientes que apresentam riscos mecânicos e térmicos, como na indústria petroquímica, construção civil e siderúrgica. Algumas possuem punho que prolongam o tamanho da luva.

LUVAS EM MALHA/ TECIDO TRICOTADO

Esse tipo de luva pode ser fabricado com fios naturais ou sintéticos, constituída por trama e urdume, banhadas ou pigmentadas com material polimérico antiderrapante (borracha nitrílica, natural, PVC). Elas podem ser usadas na indústria automobilística, para o manuseio de ferramentas, construção civil, jardinagem e também para proteção contra riscos mecânicos ou térmicos, como operações de caldeiras, fornos e estufas, manipulação de peças quentes, troca de lâmpadas, indústria cerâmica e de vidros, cozinha industrial, etc.

Elas também podem conter fios de alta performance, como reforço com fios de aço, fibras de vidro, fibras de carbono, etc.

LUVAS DE BORRACHA

NITRÍLICA

Estas luvas são fabricadas em borracha nitrílica. Por ter baixa espessura, elas possibilitam ótima destreza e facilita o manuseio de pequenos objetos. Normalmente são usadas na limpeza de máquinas, processamento de alimentos, manuseio de solventes, tintas e vernizes, fabricação de baterias, etc.

LÁTEX

As luvas de látex são fabricadas em borracha natural. No ambiente de higienização e limpeza hospitalar elas têm a característica de ser descartável para evitar contaminação cruzada. Mas no segmento industrial elas podem ser reutilizadas seguramente. Podem ser usadas para serviços de conservação e limpeza, além de preparação e manipulação de alimentos, entre outras atividades.

No geral, as luvas de material polimérico podem ter diferentes composições químicas, como PVC, látex, borracha nitrílica, Neoprene, etc. Elas podem ter variações de punhos prolongados, acabamento interno com ou sem talco, ou com superfície antiderrapante. Elas são utilizadas no meio industrial como proteção contra produtos químicos. Além da indústria química, as áreas mais utilizadas são construção civil e mineração, além do manuseio de materiais abrasivos, materiais recobertos de óleo, graxa, solventes, ácidos e amoníacos.

LUVAS ANTIVIBRAÇÃO

Elas podem ser fabricadas em fios de algodão, com gomos de cloro-neoprene na palma e nos dedos. São usadas para ferramentas elétricas/pneumáticas e manuseio de maquinário de impacto e vibração.

COMO ESCOLHER A LUVA CORRETA PARA O SEU TIPO DE TRABALHO?

O primeiro passo para escolher uma luva de proteção é identificar os riscos da sua atividade. A análise de risco deve ser feita pelo técnico/engenheiro de segurança do trabalho, responsável pelo trabalho que será executado.

Entre os tipos de risco estão:

• RISCO QUÍMICO

Quando o trabalhador está exposto a substâncias químicas no estado líquido ou sólido. Pode ser uma tinta ou peças contaminadas com óleo, por exemplo.

• RISCO MECÂNICO

É aquele relativo a agentes mecânicos como corte, perfuração, impacto, vibração, abrasão e esmagamento. Geralmente ligado a utilização de ferramentas manuais ou motrizes. Vale lembrar que é preciso entender os níveis de desempenho para cada aspecto de risco mecânico.

• RISCO ELÉTRICO

Quando existe o risco de contato direto ou indireto com peças ou sistemas energizados. Com sistemas de alta tensão esse risco está associado a fortes queimaduras e até mesmo a morte.

• RISCO TÉRMICO

Quando o usuário é submetido a temperaturas extremas. Esse tipo de risco se aplica tanto ao contato com peças e superfícies aquecidas, quanto à exposição à baixas temperaturas, como o frio de uma câmara frigorífica, por exemplo.

• RISCO BIOLÓGICO

Nesse tipo de risco o trabalhador está exposto a agentes biológicos, como fungos, vírus, bactérias, etc.

VERIFIQUE O CA DOS PRODUTOS

Assim como todo Equipamento de Proteção Individual (EPI), as luvas de proteção também precisam ter o Certificado de Aprovação (CA), emitido pelo Ministério do Trabalho e Previdência. É o CA que indica a conformidade e legalidade do produto comercializado. É a garantia de que elas foram aprovadas nos ensaios comprobatórios de proteção.

SAIBA ESCOLHER LUVAS DO TAMANHO CORRETO

Depois de escolhida a luva correta para o tipo de atividade específica, é importante que o usuário utilize o produto com o tamanho correto para o bom desempenho no trabalho e correta proteção. Atualmente, no mercado existem indicações através das letras P, M e G ou grades de numeração, do 4 ao 13.

Duas medidas são realizadas para enquadrar a mão nos tamanhos: a circunferência da mão na área entre o polegar e o indicador, e comprimento, que vai da extremidade do dedo médio em linha reta até o início do punho

MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO

Além de escolher o modelo e tamanho certos das luvas, é importante também ficar atento à manutenção e conservação dos produtos para garantir a proteção das mãos e do punho. Rasgos, desgaste excessivo ou costuras comprometidas diminuem o fator de segurança no caso de um acidente, fazendo com que o EPI não alcance o nível de proteção desejada.

É fundamental seguir a recomendação dos fabricantes, que precisam informar o prazo de validade, se é possível lavar ou não, além da conservação, armazenamento/guarda e, se necessário, como vestir e remover.

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