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TRABALHO EM ALTURA NO FRIO: OS RISCOS QUE AUMENTAM NO INVERNO E COMO EVITÁ-LOS

voltar26/06/2026

As baixas temperaturas trazem desafios adicionais para quem trabalha em altura. Além do desconforto térmico, o inverno pode aumentar significativamente os riscos de acidentes devido à redução da mobilidade, superfícies escorregadias e alterações na capacidade de concentração dos trabalhadores.

Embora as equipes geralmente estejam atentas à utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), alguns cuidados importantes acabam sendo negligenciados durante os meses mais frios do ano.

Por isso, conhecer esses riscos é fundamental para garantir operações mais seguras e eficientes:

O frio pode comprometer a movimentação

Quando exposto a temperaturas mais baixas, o corpo tende a reduzir a circulação sanguínea nas extremidades para preservar o calor interno. Como consequência, mãos e dedos podem perder parte da sensibilidade e da destreza necessária para executar tarefas com precisão.

Em atividades realizadas em andaimes, plataformas elevatórias, telhados ou estruturas metálicas, essa limitação pode dificultar a manipulação de ferramentas, conectores e sistemas de ancoragem.

Por isso, é importante utilizar luvas adequadas para a atividade desempenhada, garantindo proteção sem comprometer a mobilidade das mãos.

A Luva Petroleira Vaqueta, por exemplo, é uma opção versátil, indicada para trabalhos de manuseio de ferramentas, cordas e estruturas, além da indústria metalmecânica, naval e mineração, construção civil, serviços gerais e trabalhos com ferramentas manuais.

Outra opção é a Carbocut, ela é feita para o manuseio de peças secas cortantes, escoriantes e perfurantes. É fabricada em fios especiais anti-corte e tem revestimento em PU na palma e dedos.

Atenção redobrada com superfícies úmidas

Durante o inverno, a presença de neblina, sereno ou geada pode deixar pisos, escadas, plataformas e estruturas metálicas escorregadias mesmo quando não há chuva.

Antes do início das atividades, é recomendável realizar uma inspeção visual da área de trabalho, verificando a presença de umidade e avaliando se as condições são seguras para a execução do serviço.

Em muitos casos, alguns minutos de espera para a secagem da superfície podem evitar acidentes graves.

O uso de roupas mais volumosas exige ajustes

Uma situação bastante comum é a utilização de casacos grossos sobre os EPIs. Embora sejam importantes para aquecer, essas peças podem interferir no ajuste correto dos equipamentos.

No caso dos cinturões de segurança, por exemplo, é fundamental verificar se todas as fitas permanecem devidamente ajustadas ao corpo do trabalhador após a colocação das roupas de frio.

Modelos como o cinturão paraquedista CG 730E, da Carbografite, possuem design leve e confortável, favorecendo o ajuste adequado mesmo quando utilizados em conjunto com vestimentas mais pesadas.

Não ignore a inspeção dos equipamentos

As condições climáticas também podem afetar os próprios equipamentos de proteção.

Antes do uso, devem ser verificadas:
● Costuras e fitas dos cinturões;
● Integridade dos talabartes;
● Funcionamento dos conectores e mosquetões;
● Presença de deformações ou corrosão em componentes metálicos;
● Sinais de desgaste causados pela exposição ao tempo.

No caso dos sistemas de proteção contra quedas, qualquer irregularidade identificada deve resultar na retirada imediata do equipamento de uso até que seja realizada uma avaliação técnica.

Proteção dos olhos continua sendo indispensável

O inverno não elimina os riscos de projeção de partículas, poeiras ou respingos presentes em diversas atividades industriais e de construção civil.

Além disso, a diferença de temperatura entre o ambiente e o corpo pode favorecer o embaçamento das lentes, prejudicando a visão do trabalhador.

Óculos de segurança com tratamento antirrisco e modelos ampla visão contribuem para manter a proteção ocular e a visibilidade durante a execução das tarefas.

O frio também afeta a atenção

Pouco se fala sobre isso, mas o desconforto térmico pode impactar diretamente a concentração dos profissionais.

Quando o trabalhador está excessivamente exposto ao frio, aumenta a tendência de fadiga, redução do foco e tomada inadequada de decisões, fatores que elevam o risco de acidentes, especialmente em atividades de maior criticidade, como o trabalho em altura.

Por esse motivo, pausas programadas, hidratação adequada e o fornecimento de vestimentas apropriadas devem fazer parte das medidas preventivas adotadas pelas empresas.

Por isso, as temperaturas mais baixas exigem atenção adicional de trabalhadores e gestores de segurança. Pequenos detalhes, como um cinturão mal ajustado, uma superfície úmida ou uma luva inadequada, podem aumentar significativamente o risco de acidentes.

A combinação entre planejamento, inspeção dos equipamentos e utilização correta dos EPIs é fundamental para garantir que as atividades em altura sejam realizadas com segurança durante todo o ano, independentemente das condições climáticas.

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